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“ELE CONTINUA SENDO BOM”

Dia 4 de março de 2013 eu estava voltando do sepultamento de um amigo querido que faleceu após ser diagnosticado com um tipo bem agressivo de leucemia. Pai das minhas melhores amigas. E eu não sabia o que dizer. Não tinha palavras. Tive que ir pra faculdade, mas não estava conseguindo me concentrar e fui pra casa de ônibus. Enquanto ia, lembrei das duas semanas que antecederam sua morte. Momentos de dor, de medo, de sofrimento. Mas ao mesmo tempo, momentos lindos com o Senhor. Como é que um momento desses poderia ser lindo? E, de repente, fui inundada com a certeza de que Deus não estava sendo mau com a gente, mas, pelo contrário, estava mostrando sua bondade mais uma vez! Em nenhum momento a família desse amigo murmurou, achou que Deus estava sendo injusto. Durante nossa vida cristã aprendemos a confiar, ouvimos sobre a bondade do Senhor. Mas, inevitavelmente, chega o dia de viver tudo que se aprendeu e mesmo que Deus nos diga “não”, Ele continua sendo bom e continua sendo Deus sobre todas as coisas.
Minha música fala sobre isso.
Daniela Magalhães

A historia da musica da Daniela me faz lembrar os Salmos de Davi; eu imagino que depois de um dia intenso de trabalho, ou depois de ver o sofrimento ao seu redor, depois de passar por uma experiência profunda com o Senhor, talves de uma doença, medo do inimigo que feroz vinda sobre o povo, Davi pega sua harpa e canta: O Senhor é o meu Pastor e nada me faltará… Como aprendo com Davi: ainda que eu andasse sobre o vale da sombra da morte, não temeria mal algum porque Tu estás comigo, o Senhor é bom, a tua vara e o teu cajado me consolam , porque continua sendo Deus; me fez repousar em pastos verdejantes me cobrindo com sua bondade, suas águas me deram refrigério na imensidão da sua bondade, e guiou os meus passos, por amor do seu nome no momento mais difícil da minha vida, quando a sombra da morte chegou seu amor e bondade estavam comigo, o medo se foi, porque o teu amor lança fora todo medo; Teu cajado de pastor amoroso me consolou.
Prepara uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos; Eles verão quem é meu Senhor, e me conduz a vitoria, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda, Deus é bom, certamente que a bondade e misericórdia do Senhor, me seguirão todos os dias da minha vida; chegou o dia de aplicar tudo que aprendi, e habitarei na casa do Senhor por longos dias, porque o Senhor continua sendo Deus, e me ajudou a ver que o “não” é para o meu bem. E que tudo que faz é bom, agradável e perfeito; na perfeição do teu plano, meu cálice transborda!! Aleluia!
Eu imagino Davi sentado no meio de um campo, debaixo de uma arvore, expressando a Deus seu amor e fidelidade; assim como a Dani dentro do ônibus, sendo ministrada pelo Senhor, e através da sua musica abençoar a muitos, alcançando muitos corações com a verdade, que Deus é bom, nos ama e tem um propósito maravilhoso em tudo que faz. Nosso soberano Senhor nos conduz sempre!
Assim, sua musica alcançou meu coração no momento mais difícil da minha vida, na morte do meu querido esposo, um mês depois na experiência com um dos meus filhos, em situações em que meu coração só sabia que Deus estava demonstrando sua bondade para com minha vida, e eu só precisava viver tudo que eu havia aprendido com o Senhor!
Deus de maneira tão linda, conduziu a Dani para compor um louvor, que se tornaria o louvor do consolo , do conforto, de uma profunda expressão de amor ao Senhor, proclamando sua bondade em todo tempo, porque Deus continua sendo Deus!
É será sempre nosso amoroso Senhor, que cuida do nosso coração em todo tempo.
Louvo a Deus por sua vida Daniela Magalhães por ser canal de benção na minha vida, e na vida de muitas, muitas pessoas. De uma forma simples e verdadeira, você permitiu que o Senhor a usasse, e de forma verdadeira expressou a verdade absoluta da bondade de Deus sobre nós.
Que o Espirito Santo te inspire mais a cada dia.
Amo muito você!
Deus te abençoe!
Rutinha Queiroz

Daniela Magalhães mora em Ribeirão Preto
É Fisioterapeuta.
Cantora e Compositora.
Sua musica foi gravada por Paulo Cesar Baruk.

Site: soundcloud.com/ daniela-magalh-es-2
@Dani.Magalhães.Oficial
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Os desafios da mulher Cristã de hoje….

Baseado em Provérbios 31.10 : Mulher virtuosa, quem a pode achar? Pois o seu valor muito excede ao de jóias preciosas.

A primeira reação ao ler Provérbios 31 é que se trata de um padrão de perfeição e simplesmente inalcançável e impossível de se seguir em pleno século XXI. Mas Provérbios 31 não se trata de um texto qualquer e sim da Palavra de Deus, que não muda, que é a mesma ontem, hoje e sempre!
O que precisamos entender é que a mulher virtuosa não é apenas uma mulher, e sim todas nós! Fomos criadas por Deus para exercer um impacto positivo e profundo sobre todos ao nosso redor: cônjuge, filhos, pais, amigos, clientes e sobre a sociedade de um modo geral.
Amar a Deus sobre todas as coisas é a sua principal característica. Ela extrai do Senhor as forças para entregar sua vida àqueles a quem ama. Ela tem convicção de que sem buscar a Deus, por suas próprias forças não conseguirá ser bem sucedida nas coisas que o Senhor a confiou.
Quando casada, honra seu marido pois entende que amor e submissão são valores imutáveis e se submete a essa liderança com fé, alegria e amor, sabendo que Deus, a seu tempo, a recompensará. O que significa que ela não está sujeita à “circunstâncias”, pois a sua alegria vem do Senhor.
Ela é trabalhadora e habilidosa. Ainda que tenha uma carreira, entende que sua vida profissional não vale mais que sua família e quando em casa, não vê seu trabalho doméstico como algo desonroso pois sabe que foi o Senhor quem deu a ela o privilégio de cuidar de sua casa e de todos que lá vivem.
Tem convicção de que a sabedoria que vem do Senhor consiste em fazer tudo com moderação e amor sem inverter valores e prioridades.
A mulher que teme ao Senhor é diferente. Ela tem dores, lutas, decepções, frustrações, mas pega tudo isso e transforma em oportunidades para amadurecer e ajudar os que enfrentam problemas também.
E faz tudo isso de “salto alto e maquiada”, pois ela cuida do próximo mas cuida também se si mesma, como diz Provérbios 31.22: veste-se de linho fino e de púrpura… Não é o exagero pelos padrões de beleza que o mundo impõe, mas o equilíbrio. É se olhar no espelho e se sentir bem com o que vê.

Para isso segue abaixo uma dica de maquiagem sobre como preparar a pele para receber a maquiagem:

1. Corretivo- deve ser aplicado abaixo dos olhos, e em alguns casos, nas pálpebras também.
2. Base- aplique uma camada fina, do centro do rosto para as laterais.
3. Pó- aplicar o pó, preferencialmente com um pincel apropriado, com movimentos circulares. O pó tem o objetivo de selar a base e tirar o brilho da pele.
4. Blush- nas bochechas, um pouco distante do nariz.

Esta é uma dica simples para eliminar, principalmente olheiras, o que permite que não fiquemos com um aspecto de cansadas e o blush nas bochechas tira a palidez, deixando o rosto com aspecto saudável.

Assim enfrentamos os desafios do dia-a-dia com os olhos no Senhor, e sem deixar de cuidar de nós mesmas.

Deus abençoe grandemente sua vida…

Andréia Zocaratto
Maquiagem Profissional

Deus me abandonou?

Esta é a palavra que veio a Jeremias da parte do Senhor:
“Vá à casa do oleiro, e ali você ouvirá a minha mensagem”.
Então fui à casa do oleiro, e o vi trabalhando com a roda.
Mas o vaso de barro que ele estava formando se estragou-se em suas mãos; e ele o refez, moldando outro vaso de acordo com a sua vontade.
Então o Senhor dirigiu-me a palavra:
“Ó comunidade de Israel, será que não posso eu agir com vocês como fez o oleiro? “, pergunta o Senhor. “Como barro nas mãos do oleiro, assim são vocês nas minhas mãos, ó comunidade de Israel.
Jeremias 18:1-6

O processo de fabricação de um vaso de barro em uma olaria possui diversas etapas: a separação do material a ser utilizado (que no caso é o barro), a limpeza desse material, o molde desse material no torno (que no texto mencionado tem o nome de roda), o envio desse vaso para o forno, e  posteriormente a disponibilização do vaso.

  • Separação de material: O Oleiro nesse processo irá separar a quantidade de material que irá utilizar para fabricar o seu vaso. Ele cuidadosamente irá avaliar o barro com suas mãos.

 

  • Limpeza: esse processo é muito importante. Qualquer impureza que permaneça na matéria prima do vaso pode comprometê-lo por inteiro. Uma simples pedrinha pode fazer com que o vaso de quebre quando enviado ao forno. Mais uma vez as mãos pacientes do oleiro procurarão toda impureza, pedra, areia e as removerão completamente.

 

  • Molde: o barro já preparado é enviado para o torno. Ali as mãos ágeis do oleiro irão moldar o vaso exatamente da maneira que ele planejou. Suas mãos formarão cada detalhe sobre a forma, o tamanho e a capacidade desse vaso.

 

  • Fornalha: após moldado e seco, o vaso é enviado para a fornalha. As altas temperaturas irão render força, resistência e beleza a esse vaso.

 

  • Finalmente, um vaso! Após passar por todos esses processos o vaso está pronto: moldado, sem impurezas, resistente e disponível.

 

Ele é considerado um método artesanal e até hoje não existe tecnologia que possa substituir vasos feitos diretamente em uma olaria. Eles são belamente finalizados e possuem detalhes que máquinas não podem produzir, mas um oleiro pode.

O texto de Jeremias diz que somos vaso nas mãos do Oleiro. E inevitavelmente passaremos por todos os processos.

Os processos da fabricação do vaso de barro tem algo em comum: as mãos do Oleiro. Suas mãos separam, limpam e moldam; menos um deles:  a fornalha. Esse é o único momento em que o Oleiro não está em contato direto com o barro.

Existem momentos em nossa caminhada que são muito difíceis. A morte, a falência, a doença, as decepções, vínculos que são rompidos, sonhos que são frustrados e eu diria que a lista pode ser interminável.

Em determinados pontos  desses momentos podemos sentir Deus nos separando para realizar seus planos. A dor tem esse gatilho de redirecionar nosso olhar e fazer com que repensemos nossa caminhada. Também podemos sentir Deus nos limpando, nos mostrando erros até então ocultos pra nós (nem imaginava que essa pedrinha estava aqui!), mostrando nossa pequenez e miséria.  Também podemos sentir ele nos moldando, nos transformando, e agora já não somos mais os mesmos. E a mudança é boa, muito boa!

Então chega o momento da fornalha. Ela é quente. Desconfortável. Demorada demais aos nossos olhos. E as mãos do Oleiro não estão mais lá. Pelo menos não em contato com o barro. Já não é mais possível senti-las amparar, cuidar, zelar. O Oleiro está lá, o vaso sabe. Do lado de fora da fornalha. Ele não perderia a hora, afinal, um vaso ficar mais tempo no fogo do que o necessário pode colocar todo o trabalho a perder.

Talvez você esteja vivendo esse momento. A situação está difícil. Você já não vê mais saída. Parece que o céu está de bronze e Deus já não te ouve. Ou pelo menos não age da maneira que você considera adequada. Você já sondou o seu coração e tem procurado viver uma vida correta, em obediência, mesmo diante da dor. Mas as respostas não vem, as coisas não mudam, tudo parece estagnado. Estagnadamente difícil. Estagnadamente triste. Você está na fornalha.

Deus tem um plano específico para cada ser humano. Planos que estão além da nossa compreensão. Somente Ele sabe o que precisa mudar e moldar em você para se tornar apto à viver esse plano.  Deus não pula etapas. Ele não tem pressa. Não porque ele se agrade do sofrimento, mas porque Ele se interessa pelo processo. Não existe resultado final sem ele. Tudo que ele começa, ele termina, porque ele não é como nós. Ele não deixa fios soltos.

O fogo é o último processo que o vaso tem que passar para finalmente estar pronto. Ele trará resistência e força para que, independente do que o vaso vier a transportar ,flores leves ou águas pesadas, ele permaneça firme.

Lembre-se de dois pontos importantes sobre a fornalha:

Esse momento vai passar: A fornalha não é para sempre, ela tem fim. Lute contra os sentimentos de desânimo, contra a vontade de desistir. Não ceda ao seu coração enganoso. Leia a palavra, mesmo sem vontade. Ore, mesmo que se sinta fraco. O poder de Deus é para os fracos mesmo! Faça o seu melhor vivendo um dia por vez e comece de novo, quantas vezes for necessário. Será uma luta constante, mas isso é exercitar a fé.

O que eu faço, não entendes tu agora, mas entenderás depois” (Jo. 13:7)

 

Ela antecede uma nova etapa: Depois da fornalha vem o novo de Deus. O vaso será colocado onde e para que o Oleiro determinou.  Imaginar que Deus vai cumprir suas promessas sempre nos dará forças para continuar.  Olhe pra frente, olhe pra cima.

A resposta é: Deus não te abandonou!

Sião dizia: O Senhor abandonou-me, o Senhor esqueceu-me.
Pode uma mulher esquecer-se daquele que amamenta? Não ter ternura pelo fruto de suas entranhas? E mesmo que ela o esquecesse, eu não te esqueceria nunca.
Eis que estás gravada na palma de minhas mãos, tenho sempre sob os olhos tuas muralhas.
Isaías 49:14-16

Deus não te abandonou, não te desamparou e não te esqueceu. Seu nome está gravado nas mãos dele , isso seria impossível!

A nova etapa vem! Caminhe mais um pouco! Persevere mais um pouco! Está quente, eu sei, mas vai valer a pena quando você puder contemplar o novo e lindo vaso que Deus fará através da sua vida, da sua dor e das suas lágrimas. Recomece. Os sentimentos ruins virão e faz parte passar por eles, mas não de detenha neles. Recomece.  Hoje foi dia de choro? Mas amanhã tudo estará melhor. Recomece. Não desista, porque Deus não desiste de você e não abre mão de você. Então só recomece. Mesmo que pareça o contrário, Deus está do lado de fora. Ele sabe exatamente o momento de tirar você do fogo e você não ficará nele nem um segundo a mais.

Aninha Oliveira.

Tarde de Oração Pela Igreja Perseguida

Vamos Orar….
Mulheres de Virtude orando pela Igreja perseguida!!

Não perca a oportunidade de ter um tempo edificante de oração pela nossa família da fé. Convide amigos para estar conosco apoiando e se envolvendo nesta causa!

Data: 7 de março
Horário: 14h30
Local: Av. Barão do Rego Barros, 664 – Vila Congonhas, São Paulo/SP

http://www.portasabertas.org.br

Como É Viver Fazendo Parte da “Minoria Religiosa” de Um País?

 

26 fev 2017 INTERNACIONAL

“É um fardo que temos de carregar. Há perigo em todos os cantos, mas a fé cristã nos dá vida mesmo na morte, porque por meio de Cristo somos vitoriosos”

Diferentemente de muitos países no mundo, o Brasil não possui uma religião oficial, declarando- se uma nação laica. Fazer parte da minoria religiosa para os brasileiros, então, é uma realidade distante da que costumamos ver em países onde o islamismo predomina. Você já imaginou o que é ser hostilizado pela decisão de seguir a Cristo?

Diariamente, publicamos relatos e testemunhos de irmãos que ousam fazer parte dessa minoria mesmo sabendo o que vão enfrentar em todas as esferas da vida: discriminação dentro de suas próprias famílias, na sociedade, exclusão, violência, entre muitas perdas e dificuldades, sem contar as torturas, prisões e mortes. Relembre aqui de alguns testemunhos:

“Aqueles que querem ser livres devem ir embora para outros países e recomeçar a vida. Aqui em Maldivas, somente os não muçulmanos têm o direito de seguir outra religião. Mas se um muçulmano abandonar o islã: blasfêmia! Aqueles que se convertem ao cristianismo devem se arrepender, caso contrário, serão mortos. Assim é a lei por aqui”, disse um maldívio estudioso que vive no país.

Você suportaria viver sob pressão? Enfrentar a violência e a perseguição, ser ameaçado de morte por apedrejamento, ficar sem os bens ou ter o casamento anulado por seguir o

cristianismo?

“É um fardo que temos de carregar. Há perigo em todos os cantos, mas a fé cristã nos dá vida mesmo na morte, porque por meio de Cristo somos vitoriosos”, disse certa vez Samuel*, um cristão afegão perseguido que desapareceu em 2005 em território talibã. Infelizmente, nunca mais se teve notícias dele. Normalmente, quando isso acontece, o cristão é torturado e morto por extremistas islâmicos. Você suportaria viver por Cristo nessas condições?

“Eu esperava que eles fossem punidos, mas a justiça humana falhou. As pessoas que me confortam dizem que Jesus também foi despido. Acho que se eles tivessem me espancado seria melhor, ainda que fosse doloroso, mas que eles jamais tivessem me deixado nua e me humilhado tanto. Vou aguardar a justiça de Deus, pois ele é maior e mais forte que essa situação que estou vivendo”, comenta uma senhora cristã de 70 anos que foi exposta nua nas ruas do Egito.

“Feliz é o homem que persevera na provação, porque depois de aprovado receberá a coroa da vida que Deus prometeu aos que o amam.” (Tiago 1.12)

http://www.portasabertas.org.br/noticias/2017/02/como-e-viver-fazendo-parte-da-minoria-religiosa-de-um-pais

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Sem Fé é Impossível Agradar a Deus

Quando o nosso coração está submisso ao Senhor, os momentos difíceis são transformados, com a força do Senhor em nós!
Ele nos ensina que seu poder se aperfeiçoa na nossa fraqueza.
Quando nos sentimos fracas é o momento que mais confiamos em Deus, e entregamos em suas mãos tudo que nos aflige nos submetendo ao seu agir!
Assim, totalmente dependentes de Deus, nossa Fé cresce e amadurece!
E o que parece ser um momento de fraqueza é transformado pelo Senhor, em um momento de força e alegria!

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A Vida de Ursula Fuchs

Estamos casados há 39 anos. Tivemos quatro filhos. Já moramos em muitas cidades no Brasil e por duas vezes em Angola como missionários. Da primeira vez que moramos em Angola, os quatro eram pequenos. A filha mais velha tinha dez anos e o caçula quatro. Foi um período difícil, pois Angola ainda estava em guerra civil, não se podia viajar por terra pelo perigo de ataques e de minas. Às cidades do interior só se tinha acesso de avião. A comida, assim como qualquer outra coisa, era escassa. Já tinham nos avisado para trazermos tudo junto. E quando perguntei o que era tudo, responderam que tudo é tudo mesmo. Da casa ao grampo de roupa. Fizemos uma grande campanha entre diversas igrejas no Brasil e conseguimos comprar uma casa pré-fabricada, alem de doações de móveis, eletrodomésticos e alimentos não perecíveis. Para ter uma ideia, nem papel higiênico existia pra comprar.
Como o país estava sob um regime comunista, só podíamos fazer compras no mercado onde éramos cadastrados – a loja dos cooperantes estrangeiros – e ter a cota mensal definida por eles. Como tínhamos cartão de estrangeiros, teoricamente deveríamos ter mais alimentos. Mas não era assim. Nossa cota variava todo mês, mas no geral tinha: 1 pacote de macarrão, 1 kg de açúcar, às vezes 1 kg de farinha, 2 kg de arroz, 1 kg de sal bem grosso (precisava se moído em casa), 1 lata de óleo e uma barra de sabão muito simples.
Levamos muitas roupas usadas, e elas serviram para trocar por alimentos, como galinhas, ovos e verduras, que eram trazidos em casa e negociados ali mesmo no portão: quanto vale uma galinha (viva)? Em torno de uma saia ou duas a três blusas. Nunca passamos fome, só vontade de comer uma coisa diferente. Mas aí lembramos que no Brasil, onde existe um mercado em cada bairro cheio de variedades, pessoas passam fome. Onde estávamos não adiantava ter o dinheiro na mão, pois não tinha muito o que comprar.
Fizemos amizade com outros missionários, e aí podíamos fazer algumas trocas melhores. Um deles tinha recebido um container de sapatos usados e nos deixou escolher o que precisávamos. Quando alguém viajava ao país vizinho, a Namíbia, encomendávamos coca-cola, queijo e fermento; era dia de festa. Conhecemos diversos médicos que nos atendiam quando era necessário. Num país com dificuldades, um ajuda o outro sem pedir nada em troca. Sempre tive medo que alguma coisa ruim poderia acontecer aos filhos que ainda eram pequenos. Mas Deus nos protegeu e nunca tiveram nada de grave.
Ficamos lá dois anos. Como família, foi muito bom aprendemos a conviver sem televisão, sem exigir roupa de grifes. Além disso, eles aprendera a falar inglês só de brincar com os filhos dos missionários canadenses.
Hoje cada um está se virando. A mais velha, Susanne, está na Inglaterra, casada com Douglas, com dois filhos: Douglas Filipe (15) e Sara (10). Christoph, o mais velho dos meninos, trabalha nos USA. Samuel (nosso filho de adotivo, desde recém-nascido) joga vôlei, vocês talvez já o viram na TV, no tempo em que estava na seleção. Agora não joga mais na seleção Brasileira, depois de uma cirurgia no ombro, nunca se recuperou bem.
Andreas, o caçula, fez um ano de intercâmbio nos USA, e depois ficou morando em Londrina, onde nós fomos morar em 2000. Em 2007 ele estava no último ano da UEL, era um dos melhores alunos na faculdade de Administração, trabalhava na Sandoz Novartis, liderava o grupo de jovens na igreja, tocava piano na equipe de louvor, estava noivo há cinco dias e se preparava para casar fim do ano.
E aí veio o grande susto. Estávamos em Angola, Hans e eu, e recebemos um telefonema às 4h da manhã em que um amigo nos avisou que o Andreas tinha sofrido um acidente de moto. Ele tinha saído da Sandoz no fim do expediente às 18h. Estava chuviscando, e ele chegou a entrar no ônibus dos funcionários, mas como achou que precisava da moto mais tarde, resolveu ir com ela. Apenas algumas centenas de metros adiante, numa descida, um caminhão em alta velocidade o atropelou por trás. Ele morreu na hora. Foi no dia 26-04-2007, uma quinta-feira; ele estava com 21 anos.
Perdemos o chão. Muitas perguntas: Por que ele, por que agora? Será que Deus não estava cuidando dele? Será que Deus tirou um cochilo? E muitas outras.
Levou 51 horas até que chegamos a Londrina. A Sandoz nos deu o maior apoio possível, com passagens e despesas de enterro. Embalsamaram o corpo para dar tempo de chegarmos. Susanne veio de Portugal, onde morava com a família, e Chris da Alemanha, onde estudava na época. Samuel estava em BH. O jogo final na superliga era no sábado, e ele resolveu jogar mesmo com dor e luto pelo irmão (eles eram muito achegados). Acabaram vencendo o jogo e ele dedicou o título ao irmão.
Deus nos carregou neste tempo tão difícil. Nunca imaginei passar por isso. Pensei que, com os filhos criados, o perigo já estava longe, e nada mais poderia acontecer.
Muitas coisas ficaram marcadas da vida do Andreas. O sorriso, a simpatia, a simplicidade, e a disposição de ajudar as pessoas.
Na Sandoz, um dia antes do acidente, seu chefe lhe perguntou como sempre podia ser tão feliz, tranquilo, mesmo sendo tão novo, sempre acalmando o ambiente estressado no departamento de marketing. Andreas respondeu: “Eu não preciso das coisas de que você precisa pra ser feliz, tenho Jesus e com ele sou completo, se ele me chamar amanhã estou pronto para ir pro céu.” Isso o próprio chefe nos contou. E assim foi mesmo. No dia seguinte ele estava no céu com Jesus.
Algumas semanas antes ele teve um sonho, que não quis contar à noiva, só contou a um amigo. Ela ficou sabendo e, depois de muito insistir, ele contou que se via entrar na igreja, parecia o dia do casamento, e tudo estava muito lindo e iluminado, brilhando muito. Mas entrava sozinho, sem ela. E quando olhou pra trás viu muitas pessoas desconhecidas vindo atrás dele. Com certeza Deus lhe mostrou sua entrada no céu. Talvez ele nem entendeu o sonho. Mas quando escutei isso da noiva, entendi que Deus tinha o avisado da próxima etapa. Não foi um descuido de Deus, foi programado.
Depois de muito falar com Deus, chorar, ler livros, conversar com outras mães que perderam seus filhos, vi que este era o dia do Andreas partir, ele já estava pronto. Demorou, mas com o tempo vi que eu podia me sentir feliz por ter sido mãe de um rapaz tão especial por 21 anos.
Andreas também sempre dizia que queria cuidar de nós. Poderíamos continuar o trabalho missionário em Angola porque ele seria um empresário bem sucedido e não precisaríamos nos preocupar com o futuro. Até nisso Deus realizou seu desejo. Nem sabíamos, mas a empresa pagava um seguro de vida para ele, do qual nós éramos beneficiários. Esse dinheiro demos de lance no consórcio que estávamos pagando, e hoje temos um apartamento para morar quando nos aposentarmos.
É bom poder olhar pra trás e ver quantos momentos lindos passamos juntos, e quantas alegrias ele nos trouxe. A saudade sempre vai ficar, é um pedaço nosso que se foi. Este ano vão ser 10 anos sem o Andreas.
Um dos livros que lemos foi Um fio de esperança. Nele uma mãe conta como perdeu dois filhos ainda pequenos. No final a autora faz um estudo sobre Jó. Em cada capítulo eu aprendia mais uma lição. Hans e eu líamos o livro juntos e chorávamos todas as vezes. Era como trocar o curativo de um ferida. Na hora era muito doloroso, mas depois ficava um pouquinho melhor.
Também aprendi que tenho duas escolhas pra continuar a vida. Uma é ficar em eterno luto. Tenho todo o direito, quem já perdeu um filho sabe do que estou falando. A outra escolha é a da gratidão. Em vez de chorar, posso agradecer por cada lembrança linda e engraçada que tivemos. Saber que Deus é perfeito que ele escolheu levar Andreas no momento perfeito.
Para ele a vida agora é só alegria e festa, ao lado de Jesus, com Deus Pai. Para nós é uma mistura de dor e saudade. Olhando para trás, podemos ficar felizes pois Andreas viveu para Deus e mereceu o prêmio máximo da felicidade. Para nós foi muito cedo. Como saber o tempo ideal? Qual é a hora certa? Com certeza, aquela que nosso pai celestial programou para nós.
Eu continuo não entendendo o tempo e os projetos de Deus, mas sei que posso confiar, pois até agora ele me sustentou.
Para nós faltaram os sonhos serem realizados, para Deus o que tinha de ser feito foi feito.
Impossível esquecer o sorriso lindo do Andreas, a alegria de viver. As palavras que vinham na hora certa.
Fica o desafio! O que podemos aprender com a experiência da dor?
Aprendemos o psicólogo Catito, casado com nossa prima, que a morte é um dos vários eventos de passagem que experimentamos na vida. Ela pode ser comparada ao nascimento: dentro da barriga da mãe é muito bom, o parto dá medo do desconhecido e é sofrimento para o bebê, que fica com todos os membros desconjuntados, mas nenhum de nós quer voltar para a barriga da mãe depois de nascer. Assim a morte dá medo e envolve sofrimento, mas ninguém quer voltar do céu, onde somos recebidos por Jesus e pelos que foram antes de nós. Para nós que também “morremos” com a morte do nosso querido Andreas, a “ressurreição” está na comunhão com pessoas queridas. Por isso é importante alternar momentos de recolhimento para curtir a dor com momentos junto com pessoas que nos amam e nos apoiam. É importante nesse processo poder falar e contar para outros o que aconteceu.
Usando as palavras do apóstolo Paulo, o corpo físico era a “habitação temporária terrena” do Andreas, que ele trocou pela “habitação celestial”. Vejam o texto todo (2Coríntios 5.1-10):
De fato, nós sabemos que, quando for destruída esta barraca em que vivemos, que é o nosso corpo aqui na terra, Deus nos dará, para morarmos nela, uma casa no céu. Essa casa não foi feita por mãos humanas; foi Deus quem a fez, e ela durará para sempre. Por isso gememos enquanto vivemos nesta casa de agora, pois gostaríamos de nos mudarmos já para a nossa nova casa no céu. Aquela casa será o nosso corpo celestial, e, quando nos vestirmos com ele, não ficaremos sem corpo. Gememos aflitos enquanto vivemos nesta barraca, que é o nosso corpo. Isso não é porque queiramos ficar livres do nosso corpo terreno; o que desejamos é receber o corpo celestial para que a vida faça com que o que é mortal desapareça. E foi Deus quem nos preparou para essa mudança e nos deu o seu Espírito como garantia de tudo o que ele tem para nos dar.
Estamos sempre muito animados, pois sabemos que, enquanto vivemos neste corpo, estamos longe do lar do Senhor. Porque vivemos pela fé e não pelo que vemos. Estamos muito animados e gostaríamos de deixar de viver neste corpo para irmos viver com o Senhor. Porém, acima de tudo, o que nós queremos é agradar o Senhor, seja vivendo no nosso corpo aqui, seja vivendo lá com o Senhor. Porque todos nós temos de nos apresentar diante de Cristo para sermos julgados por ele. E cada um vai receber o que merece, de acordo com o que fez de bom ou de mau na sua vida aqui na terra.
Hoje depois de quase dez anos, posso olhar pra trás e dizer que Deus nos sustentou de maneira incrível. Somos diferentes hoje. Sabemos o que é dor, perda e sofrimento. Até o casamento que já era bom, melhorou mais ainda. Você sabe o que de fato importa, e não faz brigas por coisinhas.
Hoje moramos na África do Sul, cuidamos de vários missionários da África Sub-Saariana. Acompanhamos os projetos, respondemos cartas e fazemos visitas periódicas a eles.
Ursula Fuchs, casada com Hans Udo Fuchs

Provérbios 3:25-26

“Não temas o pavor repentino, nem a arremetida dos perversos, quando vier.  Porque o Senhor será a tua segurança e guardará os teus pés de serem presos.” Provérbios 3:25-26

No Senhor temos plena segurança, confiando no seu amor, crendo na Sua Palavra, nas suas promessas.
O Senhor nos guarda e cuida de nós, não precisamos temer o que vem sem esperarmos, nem os ataques dos perversos;
Nem os planos do inimigo, o Senhor é nossa segurança, e guarda nossos pés de cairem,e serem presos.
Confiar em Deus é a chave pra que nossas vidas fiquem livres de cair em ciladas.
Deus promete ser nossa segurança.
Não precisamos temer, temos o Grande Eu Sou nos protegendo!
Se vivermos assim confiando no Senhor, desfrutaremos da intensa alegria, que só Jesus pode nos dar!